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Tendência

Estado registra queda nos óbitos superior a 30%

Comparado ao mês anterior

Levantamento preliminar realizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) da Secretaria de Estado da Saúde mostra que no período de 14 de setembro a 13 de outubro foram registrados 431 óbitos por covid em SC, representando uma queda de 34% quando comparado com o período de 30 dias anteriores, que havia contabilizado 649 óbitos.

Quando analisada a situação vacinal das pessoas que foram a óbito nesse período, das 431 mortes, 327 (76%) eram de idosos (60 anos ou mais) e 104 (34%) eram pessoas abaixo de 60 anos de idade. Dos 327 idosos, 116 (35%) não tinham completado o esquema vacinal (87 não tinham recebido nenhuma dose e 29 só haviam recebido a primeira dose), 211 (65%) tinham recebido as duas doses ou a dose única há mais de cinco meses, mas apenas dois haviam recebido a dose de reforço.

Já entre a população abaixo de 60 anos, dos 104 óbitos registrados, 88 (85%) não tinham completado o esquema de vacinação e apenas 16 pessoas (15%) estavam com o esquema vacinal completo.

Importância da vacina

“As vacinas servem para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos e garantir a memória imunológica. No caso da vacina contra a Covid-19, o tempo que dura essa proteção vem sendo avaliado na medida em que a vacinação avança no mundo. Na medida em que envelhecemos, nosso sistema imunológico vai perdendo a capacidade de combater novas infecções e de produzir memória imunológica, deixando os idosos mais vulneráveis a diversas doenças, com a Covid-19. Portanto, a aplicação de uma dose de reforço para os idosos se torna fundamental nesse momento da pandemia, para aumentar a produção de anticorpos e garantir que a memória imunológica seja mais prolongada”, assinalou Eduardo Macário.

O baixo número de idosos que ainda não recebeu a dose de reforço serviu de base para que a Secretaria de Estado da Saúde recomendasse na última quinta, 21, a todos os municípios, a antecipação da aplicação da dose de reforço para os idosos de seis para cinco meses após a segunda dose ou dose única, como uma forma a proteger ainda mais essa população. Já o elevado número de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose que estão indo a óbito serve para alertar aos jovens e adultos sobre a importância de se completar o esquema vacinal primário, com duas doses, de forma a ampliar sua proteção contra formas graves da Covid-19.

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